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Terça-feira, Agosto 24, 2010

Crise



Buda
(séc. 6 a.C)
“Milhares de pessoas podem viver em uma comunidade, mas não haverá uma verdadeira associação até que elas se conheçam mutuamente e tenham simpatia umas pelas outras. A verdadeira comunidade é onde há harmonia social. A harmonia é, de fato, a vida e o real sentido de uma comunidade.”[1]


Lao Tzu
(século 6 a.C)
“Os campos estão cheios de ervas daninhas onde celeiros estão vazios; roupas lindas e suntuosas e na cinta uma espada afiada; hábitos de comer e beber refinados e bens excessivos... aí não reina o governo, mas a confusão.”[2]


Confúcio
(século 6 a.C)
“A administração de um governo reside em escolher as pessoas certas [que] hão de reduzir o luxo das cortes e buscar uma maior distribuição da riqueza, pois a concentração da riqueza é uma forma de dividir o povo e deixá-la espalhada é um modo de uni-lo. Pessoas que hão de reduzir a punição e aumentar a instrução -pois havendo instrução não haverá distinção de classes. Cada um terá seus direitos e individualidade preservados e eles produzirão riqueza, desaprovando o desperdício e não desejando mantê-la para si como gratificação. Ladrões, velhacos e traidores não existirão. Desse modo, as portas permanecerão abertas e não estarão fechadas. Este é o estado ao qual eu chamo de A Grande Similaridade.”[3]


Bhagavad Giitaa
“Como seremos felizes matando os próprios parentes? Se a família é destruída, a eterna tradição familiar fica também abolida e o que resta da família segue rumo à perdição. Surge prole indesejada. Crescendo a população de filhos indesejados, a vida torna-se um inferno. Pelas más ações daqueles que arrasam as tradições, qualquer tipo de projeto para o bem comunitário ou o progresso da família está fadado ao fracasso. Ai de mim! Que coisa horrível. Estamos nos preparando para cometer pecados de máxima gravidade levados pelo desejo de desfrutar como reis.”[4]

(escrito em 1968)
"…guerras, rebeliões, golpes, guerrilhas, greves, guetos, enormes diferenças no acesso às vantagens econômicas e educativas, difundem seus efeitos dilaceradores através de toda a ordem social. Como se isso não fosse suficiente, o cidadão comum é acossado pelo balanço de pagamentos desfavorável, drogas, alienação, aumento populacional acelerado, remodelagem arbitrária da superfície terrestre com o desvio de rios, aplainamento de montanhas, derrubada de florestas, abertura de túneis sob a terra e a água, capeamento do solo com cimento e asfalto…Mesmo os conservadores se apercebem da ruína iminente, mas os interesses comerciais lutam cada vez mais por uma oportunidade de auferir lucros. …medidas de força só podem suprimir os sintomas, sem alterar suas causas… e o desespero cresce à medida que se torna evidente a inoperância dos remédios policiais e militares para os males sociais do nosso tempo. Só a compreensão é o primeiro passo para a ação racional.… só combinando outras perspectivas com a nossa própria, poderemos distinguir entre a verdade e a distorção e alcançar, finalmente, uma compreensão realista do processo civilizatório. A conquista de tal percepção é crucial para a existência humana."
Meggers, Betty J.
In prólogo à edição estadunidense do livro ‘O Processo Civilizatório’ de Darcy Ribeiro
ed. Cia. Das Letras, São Paulo, SP 1997


(escrito em 1999)
"O sistema capitalista global gerou um campo de jogo muito desigual. A distância entre ricos e pobres está aumentando. Isso é um perigo, pois um sistema que não oferece alguma esperança e benefícios aos perdedores, corre o risco de ver-se dilacerado por atos de desespero."
Soros, George
In "A Crise do Capitalismo"
ed.Campus, 1999
cit. Josias de Sousa in Folha de São Paulo, Domingo 16/09/2001.

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[1] ver 'A Doutrina de Buda' p.479 trad. bras. 3a. ed. Bukkyo Dendo Kyokai Japão 1982
[2] ver Tzu, Lao ‘Tao Te King’ p.92 3a. ed. Pensamento São Paulo, SP 1993
[3] ver Durant, Will ‘The Story of Civilization’ vol.I ‘Our Oriental Heritage’ pp.672/674 Easton Press, Norwalk, Connecticut 1992.
[4] ver Bhagavad Gita Cap.1 V 36a 44 pp. 44a 46 trad. bras. Rogério Duarte Companhia das Letras São Paulo, SP 1998



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Quem sou eu

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Natural de Sp, SP, começei a trabalhar aos 16 anos como office-boy, em 1970. Em 1976, depois de passar no vestibular para o curso de História na USP, decidi cursar Geografia. Seis anos mais tarde, graduei-me em Marketing na ESPM. Em 1983, cursando o terceiro semestre do curso de pós-graduação em Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, recebi uma proposta irrecusável para trabalhar em Salvador, BA, onde consegui economizar o suficiente para dedicar-me ao estudo diletante de História, Psicologia e Religiões. Desta dedicação resultam, respectivamente, os conteúdos publicados em www.passalidadesatuais.blogspot.com ; www.homeromattosjr.blogspot.com (inclui, também, textos de autores diversos) e www.allisonlyone.blogspot.com Atualmente, além de escrever ensaios e contos marcados sobretudo por uma crítica à realidade social brasileira (ver www.homerotextos.blogspot.com) ocupo-me em -a partir do revolucionário conceito de negócio-social idealizado pelo professor, economista e Nobel da Paz 2006 Muhammad Yunus- concretizar a Unidade de Excelência Educativa (ver www.uniexceledu.blogspot.com)